Menos métricas de vaidade, mais decisão
Para PME, um dashboard com vinte números que ninguém olha é pior que uma planilha com três indicadores discutidos toda semana. Comece pelo que responde: de onde vem o cliente bom e quanto custa trazê-lo.
"Indicador que não muda comportamento na segunda-feira seguinte é ruído — não estratégia."
Indicadores por etapa do funil
Topo: sessões qualificadas, CPL por canal, CTR em anúncios com mensagem estável.
Meio: taxa de qualificação do lead, tempo até primeira resposta, reuniões agendadas.
Fundo: taxa de fechamento, ticket médio, payback de CAC.
Pós-venda: recorrência, reativação, NPS ou pesquisa simples.
Dica: se você só pode escolher três neste mês, use CAC (ou proxy), conversão da principal landing e origem dos últimos clientes fechados.
O que medir na primeira sprint
- Eventos mínimos no site (visualização chave, clique CTA, envio de formulário).
- Uma fonte de verdade para origem (UTM disciplinado ou CRM obrigatório).
- Revisão quinzenal com decisão explícita: manter, cortar ou iterar.
Ferramentas e realidade brasileira
GA4, pixel de anúncio, planilha e CRM enxuto já permitem boa parte do necessário. O problema raramente é software — é definição de evento e disciplina de revisão.
O formulário do Trama Metrics ajuda a estruturar o que você já sabe sobre medição e canais; o relatório contrasta com benchmark do segmento.
Conclusão
Indicador bom é aquele que muda comportamento. Documente a decisão tomada em cima do número; se não há decisão, o indicador não era prioridade.